sexta-feira, 12 de março de 2010

RESUMO DE LIVROS - SILVA e MOREIRA Territórios contestados:

SILVA, Tomaz Tadeu da; MOREIRA, Antonio Flavio B. (orgs.). Territórios contestados: o currículo e os novos mapas políticos e culturais. Petrópolis: Ed. Vozes, 1995. (Cap. 1;3;4;5;e6)

O CURRICULO COMO POLITICA CULTURAL E A FORMAÇÃO DOCENTE cap 1

Há um movimento pela reformulação dos cursos de formação de profissionais da educação, que carece de vontade política.
Giroux, recomenda uma a apropriação crítica e seletiva dos conceitos básicos do pós-modernismo e do pós-estruturalismo alertando para um aproveitamento dessas contribuições não desvie a atenção de poder e política, o currículo deve ser visto como uma forma de política cultural, assim como a escola, onde experiências e subjetividades são contestadas e ao mesmo tempo se produz atividades para se lutar a favor de uma transformação contra a dominação e opressão. Assim o currículo deve acentuar como expressão política cultural, abordagem da teoria curticular crítica.
A preparação dos professores deve contribuir pra formar sujeitos autônomos, críticos, criativos e comprometidos com a democracia e a justiça social, que como pesquisadores em ação, lutem pela transformação educacional, fortalecimento do poder individual e coletivo, ou seja, de uma sociedade mais ampla.
A função social dos professores enquanto intelectuais e transformadores se entendem em atividades fundamentadas em discurso moral e ético, preocupado com o sofrimento e as lutas dos oprimidos, deve veicular a “memória perigosa”, trazendo luz a ensinamentos do currículo oficial por exemplo sobre grupos subordinados, trabalhando o político-pedagógico, unindo linguagem crítica a linguagem de possibilidades para novas formas de culturas, práticas sociais, modos de comunicações e condições materiais.
O conhecimento-em-ação, constituído no dia a dia, e a reflexão-em-ação, interrupções para perguntas dos alunos envolvem um parar e pensar, o que transforma o professor num pesquisador-em-ação, produzindo conhecimento, fundamentais a partir do engajamento da investigação reflexiva de sua própria prática.

A DISNEYZAÇÃO DA CULTURA INFANTIL CAP 3
Henry A. Giroux
A cultura infantil é uma esfera onde o entendimento, a defesa de idéias políticas e o prazer se encontram pra construir concepções do que significa ser criança – uma combinação de posições de gênero, raciais e de classes definem a relação a uma diversidade de outros.
Os filmes infantis fornecem um espaço visual onde se encontram fantasio, porem não são inocentes, estão numa esfera comercial de consumismo e mercantilização, não são diversões transparentes.
Jack Zipes, um importante teórico dos contos de fada argumenta que os filmes da Disney celebram um tipo masculino de poder reproduzindo um tipo de estereótipo de gênero... que tem um efeito adverso sobre as crianças, em contrate com o que os pais pensam, que são inofensivos.
O racismo é reproduzido através de uma linguagem e sotaque racialmente carregado, são antidemocráticos, as relações sócias da natureza e reino animal fornecem mecanismos para a apresentar e legitimar a casa, a realeza e a desigualdade estrutural como fazendo parte da ordem natural.
Trabalhadores culturais, educadores, pais e mães podem discutir criticamente a influência da Disney na formação do ambiente simbólico, no qual nossos filhos nascem e no qual todos nos vivemos nossas vidas.
O domínio popular que a Disney utiliza, para ensinar valores e vender produtos devem ser incorporados às escolas como objetos de conhecimento social e de analise crítica. Pensar através da imagem, pedagogica e politicamente no discurso de entretenimento, transformando numa discussão intelectual, como uma cultura popular funciona pra mobilizar o desejo, estimular a imaginação e produzir formas de identificação que podem se tornar objetos de dialogo e investigação crítica.

CURRICULO E DIVERSIDADE CULTURAL CAP 4
J. Gimeno Sacristan
O problema do currículo multicultural diz respeito as minorias culturais, raciais e religiosas e é um problema que afeta a representatividade cultural do currículo comum, este deveria expressa os interesses de todos, democraticamente. Para isso depende uma estrutura curricular diferente dos dominantes e uma mentalidade diferente por parte de professores, pais, administradores e agentes que confeccionam os materiais escolares..
A cultura escolar é mais que conteúdos é multicultural. Devem cobrir realidades diferenciadas, que se projetam em formas de análises e concebem a prática, dando sentido as estratégias e políticas pra mudar a realidade.
O currículo é a soma de todo tipo de aprendizagens e de ausências que os aluno obtêm como conseqüência de estarem sendo escolarizados. A cultura vivida em sala de aula, o conhecimento concretizado no processo de conhecer, os intercâmbios e interações estabelecidas no diálogo da transmissão-assimilação de toda experiência de aquisição se entrecruzam com a bagagem previa, significados, crenças, aptidões, valores, atitudes e comportamentos,adquiridos fora da escola, porque são sujeitos reais que lhes dão significados a partir de suas vivencias como pessoas, manifestam diferentes culturas. O currículo multicultural no ensino implica mudar as intenções do que queremos transmitir, que processos internos são desenvolvidos na educação.
É preciso criar materiais específicos com objetivos concretos e revisar o conteúdo que costumam ser fonte de visões etnocêntricas e desvalorizadas da experiência cultural de outros grupos.
O currículo extra-escolar, cinema, TV, os quadrinhos, literatura, imprensa a fala cotidiana dos adultos e dos grupos de amigos deve servir pra os educadores moldarem e intervir a partir da escola, fazendo uma perspectiva multicultural formulando coordenadas mais amplas que o currículo escolar, propondo estratégias didáticas que vinculem o conhecimento da escola .
O termo multiculturalismo é ambíguo e enganador, ele pode instrumentalizar a partir de uma cultura dominante para assimilar uma cultura minoritária, como instrumento para reduzir preconceitos, formular programas diferenciados ou ser entendido como uma visão não etnocêntrica. Sob este rotulo a pratica engloba: programas dirigidos a grupos étnicos ou de imigrantes; atividades que proporcionam conhecimentos de culturas de grupos étnicos minoritários que estimulam tolerância e estimulam uma visão etnocêntrica no mundo. Estes fundamentos intervêm como modo de integrar as massas num currículo comum que evite rejeições as minorias e por outro lado, é uma motivação democrática e ética que leva a um relativismo cultural que combata o etnocentrismo, são pulsões contraditórias e complementares em busca de programas pluriculturais.
O currículo multicultural se coloca entre o conflito e a diversidade entre culturas, passando pela pluralidade que há na cultura. O primeiro problema é sensibilizar as pessoas sobre as condições de um currículo dominante para modificá-lo, já que não é representativo de todas as culturas da sociedade que surge no sistema escolar. Ele valoriza componentes em relação a outros e oculta dos alunos aspectos da cultura que rodeia a escola; há uma falta de uma correspondência na seleção de conteúdos, entre a universalização da escolarização e a falta de transformação que acolha a diversidade heterogênea do sistema escolar, afetando a possibilidade de perceber a pluralidade do mundo que relaciona a multiculturalidade interna; é uma cultura unilateral, já cultiva certas dimensões do individuo em detrimento de outras; propõe pensamentos e comportamentos éticos e de intercâmbio social regulando a interação entre os sujeitos; a cultura transmitida na escola a ser assimilada e a cultura dominante de herança que impõe uma homogeneização, não pluralista.
O currículo é assim, devido ao taylorismo, padronização e homogeneização, quando se percebe a ordenação em series e graus, níveis e caminhos de passagem de uns para outros; na atribuição de conteúdos a professores diferentes e matérias específicos; a fragmentação de escolas para crianças com deficiências, outras pra os bem dotados, outros pra trabalahdores manuais; o trabalhado com a homogeneidade da classe; seleção de conteúdos de forma homogeneizada e padronização dos rendimentos aos estudantes; fontes de informação massivas como livros didáticos idênticos a todos.
A cultura homogênea do currículo escolar torna pouco verossímil o objetivo de adminitir interesses, estilos, ritmos de aprendizagem e formas de trabalhar diferentes dentro de um esmo grupo de alunos.
Para a elaboração de um currículo multicultural, deve se vincular democracia e tolerância, algo que os meios de comunicação tem influenciado e tem conscintizado dessa pluralidade entre indivíduos. É fundamental uma reforma na formação de professores, no planjemanto dos currículos , no desenvolvimento de materiais apropriados e nas analises e revisão das praticas, sem descuidar da conexão entre escola e o meios social.
Deve se introduzir no planejamento curricular, conteúdos e matérias dedicados a paises, crenças e sistemas culturais distantes do próprio, elementos interculturais, pluralismo cultural em todos os componenetes do currículo, conectá-lo a filosofia que fundamenta a educação geral capacitando os indivíduos com uma serie de conhecimentos, habilidades e valores que permitam entender a sociedade e a cultural na qual vivem. Trabalhar com variantes culturais, grupando temas, problemas e diferenciações internas da cultura ou do contrastes com outras, usando fotos, descrição de cidades ou culturas; depois ordenar finalidades educativas importantes aos alunos. São variantes culturais sistemas: social, econômico, de comunicação, racionalidade, tecnológico, moral, crenças, estético e de maturação.
No currículo emancipatório, deve se levar em conta a questão dos americanos de origem africana que constituem a maioria da população brasileira, mas são excluídos dos bens materiais e culturais de cuja produção participaram, neste currículo deve se comprometer com a construção de uma identidade perdida nos tempos, no perverso processo de dominação. Na questão racial, há um processo de embranquecimento que, vem forçado os afro-brasileiros a romper as barreiras da exclusão, discriminação, se representar como brancos.
Para mudar isso, seria preciso introduzir na escola a discussão sobre a nossa história, sobre a construção e a manutenção da hegemonia branca e sobre as lutas contra-hegemônicas, com uma nova pedagogia que rompa com as verdades, contrubuindo para uma inclusão de afro-brasileiros como trabalhadores com identidade cultural.
O uso de carteiras em círculos, grupos diferentes, dar voz as crianças afro-brasileiras com o uso diferentes linguagens, como a músicas, expressões corporais, linguagem oral, deve estar incorporado no conteúdo pedagógicos, assim como pontos de vista do colonizado, escravizado e explorado e de suas lutas de emancipação. São atitudes que coloca a escola a serviço de todos.

2 comentários:

  1. Alguém tem esse livro em PDF e pode disponibilizar no e-mail: darciocardosodematos@hotmail.com. Gratidão!!

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  2. Alguém tem esse livro em PDF e pode disponibilizar no e-mail: darciocardosodematos@hotmail.com. Gratidão!!

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