sexta-feira, 12 de março de 2010

RESUMO DE LIVROS - CORTELLA, Mário Sérgio. A Escola e o Conh

CORTELLA, Mário Sérgio. A Escola e o Conhecimento.

Capítulo 1 – Humanidade, Cultura e Conhecimento
Educadores trabalham o conhecimento que não pode ser reduzido à modalidade científica, estatística, religiosa e afetiva, deve levar em conta a diversidade, desigualdade que forma a obra humana coletiva. Para isso é necessário analisa o ser humano na sua realidade.

O Que Significa Ser Humano?
Para Aristóteles, o homem é um animal racional. Para Platão, era um bípede implube e para Fernando Pessoa, um cadáver adiado. É à busca da nossa identidade que leva a essas definições.
O sentido de nossa existência é um tema presente em nossa História..
Como investigar cientificamente a nossa História?
Estamos num universo iniciado com o uma explosão chamada Big Bang, dela formou-se estrelas, o sistema solar, a galáxia, os planetas, entre eles a Terra e vidas diferentes, o homem é uma delas.
Copérnico e Galileu derrubaram a certeza de sermos o centro do universo. Darwin nos remeteu a superiorização de primatas. Freud suspeitou-se da noção da alma livre.
Enfim, a ávida é o intervalo entre o nascer e o morrer.

Um Passeio Para Nossas Origens
Em conexão ao meio ambiente, nossa estrutura orgânica é débil e nos habilita para poucas vantagens naturais. Nosso planeta oferece condições especializadas, senão construíssemos nossa cultura, seriamos um numero menor na Terra.

Cultura: Mundo humano
A cultura é inerente a todos humanos e por todos realizada. Dizer que alguém não tem cultura é uma discriminação ideológica, interpretando cultura como aspecto intelectual mais refinado. Cultura é a multiplicação de produções humanas realizada coletivamente, toda ela.

Conhecimento e Valores: Fronteira e Não Neutralidade
A prioridade do ser vivo é manter-se, apoiado no conhecimento e principalmente em valores. Pois é ele que estabelece hierarquia para coisas e acontecimentos dando significado e direção a vida, além de permitir uma visão do mundo que informe nossos conhecimentos e conceitos, antecedendo nossas ações, isto é, preconceito.
Valores e conhecimentos dependem da ação humana, são relativos, aplicado a um grupo social, num lugar e tempo histórico, apesar de individuais, se constrói coletivamente. A vida social, política e a manutenção de bens e pessoas na sociedade não são neutras, porque envolve poder e quem a possuo.
São a família, Igreja e outras instituições sociais que conservam ou inovam valores e conhecimentos.
Nos precisamos de procedimentos educativos, seja ela de vivencia e espontânea (vivendo e aprendendo) e a intencional e propositada (deliberada e organizada em lugares pré-determinados).

Capítulo 2 – Conhecimento E Verdade: A Motriz da Noção Básica
Todo educador tem uma interpretação sobre o conhecimento. No entanto, as concepções pedagógicas de cada um esta em uma estrita conexão com a teoria do conhecimento, e preocupar-se em julgar se é válido ou correto (o valor da verdade), ou seja, refletir sobre a verdade é parte da teoria do conhecimento.
A verdade origina-se do julgamento de uma coerência histórica, relativo a Cultura e a Sociedade num certo momento. È necessário utilizar o pensamento platônico como situação paradigma evidenciado e articulado entre o epistemológico (certo, autêntico -latim; não esquecível, não obscurecido - grego) e o político, e demonstrar verdade como Descoberta e Construção.

Elos Históricos do Paradigma Grego
Os gregos contribuíram para o ocidente na linguagem estética, política, filosófica, cientifica, moral, religiosa, etc.

O Percurso das Indagações Filosóficas
Os agropecuaristas, numa economia de subsistência, criaram mitos com conteúdos religiosos e nem por isso desprovido de uma racionalidade. Já percebiam ser necessário aprimorar forças produtivas e fazer alterações sociais. Saber como o mundo funciona, desenvolvendo assim um pensamento metódico e sistemático, e não uma aplicação imediata, mas refletiva, era importante para se produzir teorias.
Sobre o paradigma: a disputa entre a aristocracia – dirigentes políticos de economia dominante – e comerciantes –os que almejavam o poder – resultou numa organização da sociedade que por um lado facilitou o sistema econômico e do outro agrudizava o problema o poder político. Ao concentrar recursos os proprietários crivam interdependência e aumentava-se o número de poderosos.

A Presença de Sócrates
Apesar de durante séculos não se teve certeza de sua existência real, foram os registros de Platão e Xenofonte, que na modernidade com técnicas de investigação historiográfica se pôde constatar sua existência.
Sócrates indagava sobre uma Verdade Universal, acreditava que pudéssemos ser enganados pela percepção sensorial e pelo raciocínio, por isso decide consultar os deuses, orientado então por uma inscrição que havia no Templo: “Conhece-te a ti mesmo”, o que significa que a Verdade está em cada um.

Síntese Platônica
Platão com a coordenação de Sócrates, após a sua morte, abandona a polis por dez anos para viajar a estudos de conheciento de outras formas políticas, ao voltar a Atenas fundou a Academia. Dedicou-se a elaborar uma síntese das Tendências Filosóficas para buscar a explicação da realidade como um todo e o pensamento socrático voltado para o Homem.
“Se as verdades não são matérias, são eternas e imutáveis. Ele estabelece a teoria de dois mundos: o mundo sensível que é material, mutável, finito e imperfeito e o inteligível que é imutável, imaterial, eterno e perfeito”.
“A essência de cada um de nós é a alma: a matéria é o corpo. A alma é um original presente a este mundo junto com o corpo. A alma sedo imaterial, estava imortalmente participando do mundo das verdades. Elas conhecem a verdade e se esquecem ao ganhar um corpo.
Aprender é recordar, conhecer é descobrir.
É dever do filósofo desocultar as verdades, e dos cidadãos afastar-se das cópias.

Ressonância
A herança platônica tem função influenciadora, e compõe uma teoria sistemática. Aristóteles, discípulo de Platão criou um método próprio, com influencia de que as verdades são de essência imaterial.
Na Idade Média, o poder da igreja Católica levou a Filosofia a se unir com a Teologia. Os filósofos eram padres. Só no século XI foi fundado a Primeira Universidade na Itália onde alguns leigos foram convidados a filosofar, este período se chama Escolástico.
Conhecimento é uma relação entre sujeito e objeto e a Verdade, a relação entre eles.

Capítulo 3 – A Escola e a Construção do Conhecimento
Conhecimento não é algo pronto, e sim uma produção em conexão com a História.

Relativizar: Caminho para Romper a Mitificação
Negar a compreensão das condições históricas, culturais do conhecimento ao educando acaba se reforçando a mitificação, incapacitando o de pensar. Os conhecimentos precisam de uma relativização para se configurar.
O conhecimento é fruto de uma convenção.

Intencionalidade, Erro e Pré-Ocupação
Saber pressupõe intencionalidade, o método é a ferramenta de execução, não garante exatidão, mas aproximação da verdade que depende da intencionalidade que é social e histórica. O conhecimento não é neutro, há valores embutidos.
O ensino do conhecimento científico é resultado do processo e este não estão isento de equívocos. Errar é decorrência da busca, só que não busca não erra. É através de uma pré-ocupação prévia de um assunto que se constrói o saber, porque a partir dela se instiga a pesquisa.

Encantamento, Ritualismo e Princípios
O universo do aluno e os conteúdos escolares resultam de diferentes avaliações da escola por docentes e discentes.
O comportamento infantil e do adolescente tem o lúdico e a amorosidade, assim, a sala de aula e a aula devem se compor desses elementos. Criar e recriar não só coisas prazerosas, mas tornar a aprendizagem gostosa e prazeroso.
Educadores dêem ter o universo vivencial como princípio para se atingir a meta do processo pedagógico.
Em suma, o conhecimento é relativo à sociedade e a História, não é neutro. Esse processo é marcado pelas relações de poder. O conhecimento também é político, sua transmissão, produção e reprodução no espaço educativo é decorrente de uma posição ideológica.

Capítulo 4 – Conhecimento Escolar: Epistemologia e Política
Sobre a desordem escolar está a dependência da compreensão política que tivermos da finalidade do trabalho pedagógico ou da concepção sobre a relação ente sociedade e Escola que adotamos.

A Relação Sociedade/Escolar: Alguns Apelidos Circunstanciais
Há otimismo ingênuo onde a Escola em a missão salvífica. E o Otimismo crítico, onde valoriza-se a Escola sem que caia na neutralidade e que seja útil para a transformação social. Assim a pedagogia ganha ares políticos e uma autoridade relativa.

A Construção da inovação: Inquietação Conta o Pedagocídio
A realidade, o fracasso escolar, devem ser refletidos para não se ter um pedagocídio, se não souber dar significado aos conteúdos e integrá-los, acaba-se culpando os alunos por este fracasso.
A avaliação tem que ser um modo de identificar problemas e facilidades no ensino-aprendizagem para orientar posteriormente, sem punir, evitado a reprovação.

7 comentários:

  1. Oi lidia estou precisando de uma serie de resumo de livros para um concurso de professor em sorocaba, não querendo abusar mas já fazendo aqui vão alguns
    CONHECIMENTOS TEÓRICO-PEDAGÓGICOS
    SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS
    AQUINO, Julio. Diferenças e preconceitos na escola. Editora Summus.
    ARROYO, Miguel G. Ofício de mestre. Editora Vozes.
    DANTE, Luiz Roberto .Didática da Resolução de Problemas de Matemática. Ática, 1994
    DOLABELA, Fernando. Pedagogia Empreendedora. Cultura Editora.
    13
    FERREIRO, Emília & TEBEROSKY, Ana. A psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Editora Artmed,
    1999.
    FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização. São Paulo: Editora Cortez, 1985.
    FILHO, Barnabé Medeiros & GALIANO, Monica Beatriz. Bairro-Escola: Uma nova geografia do
    aprendizado. Guia Editorial, 2005.
    FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. Editora Paz e
    Terra.
    GADOTTI, Moacir, PADILHA, Paulo e CABEZUDO, Alicia. Cidade Educadora - Princípios e
    Experiências. Editora Cortez
    GADOTTI, Moacir. A escola na cidade que educa. www.paulofreire.org/Moacir_Gadotti/Artigos
    GADOTTI, Moacir. Pedagogia da Terra. São Paulo: Peirópolis, 2000.
    HOFFMANN, Jussara. Avaliação Mediadora: Uma prática em construção da pré escola à
    universidade. Porto Alegre: Mediação Editora, 1995
    KAMII, Constance. A Criança e o Número. Campinas: Editora Papirus, 2002
    KAUFMAN, Ana Maria & RODRIGUEZ, Maria Helena. Escola, leitura e produção de textos. Porto
    Alegre. Editora Artes Médicas.
    KISHIMOTO, Tizuko M. (Org.) . Jogo, Brinquedo, Brincadeira e a Educação-São Paulo: Cortez, 1999.
    KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O jogo e a educação infantil. Editora Pioneira, 1994.
    LERNER, Delia, Ler e escrever na escola – o real, o possível e o necessário. Editora Artmed.
    LIBÂNEO, José Carlos. Didática.São Paulo: Cortez, 1994.
    LIMA, Elvira Souza. A criança pequena e suas linguagens. São Paulo: GEDH, 2003.
    MORIN, Edgard. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Editora Cortez.
    OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação infantil: fundamentos e métodos. 3. ed. São Paulo: Cortez,
    2007. (Coleção Docência em Formação) Sobradinho,2002.
    PERRENOUD, Philippe, Dez novas competências para ensinar. Artes Médicas, 2000.
    RIOS, Terezinha Azeredo. Compreender e ensinar: por uma docência de melhor qualidade. Editora
    Cortez.
    ROMÃO, José Eustáquio. Avaliação Dialógica - desafios e perspectivas. Editora Cortez.
    SCHNEUWLY, B. & DOLZ, J. Gêneros orais e escritos na escola. Mercado das Letras. Campinas, 2004.
    SOARES, Magda. Alfabetização e Letramento. São Paulo: Contexto, 2003.
    SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Editora Artes Médicas.
    TOLCHINSKY, Liliana & TEBEROSKY, Ana. Além da alfabetização. São Paulo: Editora Ática, 1996.
    VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Técnicas de Ensino: por quê não?. São Paulo: Papirus, 1996.
    VEIGA, Ilma Passos. Projeto Político Pedagógico da Escola: uma construção possível. Papirus
    Editora, 2006.
    WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Editora Ática,1999.
    ZABALA, Antoni. A prática educativa: Como ensinar. Porto Alegre: Editora Artmed.
    já tenho alguns estes se puder me ajudar agradeço. mas o legal é que adorei sei blog vou indicar para algumas amigas

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  2. Parabéns você realmente leva a serio sua formação profissional.muito obrigada me ajudou.Beijos

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  3. Olá Lidia gostaria de receber o resumo do livro ROMÃO, José Eustáquio. Avaliação Dialógica - desafios e perspectivas. Editora Cortez.
    Desde já agradeço pela atenção.
    Angela Moraes

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  4. Olá Lídia, estou precisando de alguns resumos de livros para concurso público, você poderia me ajudar?
    *Maria Lucia Machado - Encontros e desencontros em educação infantil
    *Zilma de Moraes Oliveira - Educação infantil fundamentos e métodos
    *Carla Sotero Santos - Educação o uno e o múltiplo

    Desde já te agradeço.
    Márcia
    dappercristopher@hotmail.com

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  5. Oi Lidia amei seu blog, meus parabens, estou precisando de alguns resumos, para um concurso. são eles:
    ARROYO, Miguel G. Ofício de mestre. Editora Vozes.
    WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Editora Ática,1999.
    Zabala, Miguel qualidade em educação infantil, art med 1 porto alegre.
    kamil Constance a criança e o numero campinas papirus 2007
    Coll Cesar o Construtivismo na sala de aula 6ª edição são paulo. atica.

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  6. Ola Angela o Oficio de Mestre voce encontra nesse blog. os demais não tenho mesmo no momento. Estava atuando em 3 periodos em Arte. Devo postar mais materiais esse ano.

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  7. Estudei o Cortella através de seu Blog, e fui aprovado em um concurso... Muito Obrigado...

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